José Pedro Brito, Advogado

José Pedro Brito

Brasília (DF)

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José Pedro Brito, Advogado
José Pedro Brito
Comentário · há 10 anos
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José Pedro Brito, Advogado
José Pedro Brito
Comentário · há 12 anos
Quanto custa um baseado?... que pergunta interessante. Vejamos: (i) para um playboy (como é o caso da patricinha do carnaval), talvez alguns reais que ela "negociará" com o "comerciante" (traficante) por um inofensível cigarro de maconha. Para ela é barato, divertido, inocente, sem problemas...; (ii) para um jovem "aviãozinho" das zonas periféricas do Brasil, esse cigarro é sinônimo de "empregabilidade" e lhe renderá alguns trocados para, via de regra, sustentar sua família e deixar o "patrão" mais rico; (iii) para a Justiça custa o preço da total desorientação acerca do combate à criminalidade organizada (ou não) e impotência frente às grandes questões sociais que subjazem ao contexto. Para a patricinha do carnaval, curtidora dos gozos da vida (pois tem dinheiro, é claro), um cigarro de maconha é diversão e alegria, em busca da satisfação dos seus desejos; Para o "aviãozinho" é sim sinônimo de morte, de violência, de estupro, de fome, de guerra, de terror.... Sim, Sra. Patricinha, você financia o tráfico de drogas e é parcialmente responsável pela morte de todos aqueles que jazem nessa triste cina. A Sra. que compra seu baseado e vira as costas para a comunidade carente, que clama por mais liberdades substanciais (no sentido de acesso político) tem responsabilidade pelo petrinho pobre que morre com um tiro de 12 no rosto, com direito a caixão fechado, à Tropa de Elite (filme). Mas uma coisa tens razão: não és tu a única culpada. Nisso tu estás completamente certa. Esse texto me indignou profundamente. Profundamente! Discutir sobre a legalização da maconha, inclusive como forma de combate ao narcotráfico - ao menos para esse tipo de tóxico, é totalmente coerente e relevante. Afinal, num país onde o álcool e o tabaco são liberados, qual a razão coerente de proibição da Canabis? Não há. De outro modo, escrever uma visão de uma pessoa que não está nem ai para a realidade social, estando apenas preocupada com seu bem estar, crendo ser um absurdo ser constrangida por usar um cigarro de maconha, alegando, de fundo, que os custos despendidos pelo Estado não "valem a pena" em relação à contravenção cometida é, no mínimo, banal e descontextualizada do sentido político comungado pela nossa sociedade hodiernamente, tanto no que diz respeito à legalização das drogas, como no que concerne aos assuntos interligados, tais como maioridade penal, agravamento de penas, etc. Sinto muito patricinha, mas, a meu ver, tu deveria era varrer o chão de uma instituição localizada no setor periférico da Cidade, para que tenha uma noção do que é viver por lá. No mais, saiba: tu és responsável sim!
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